sábado, 18 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Show - dia 27 de maio
O grupo Caminhos de Si fará uma apresentação no dia 27 de maio, no clube Jaguarense, por ocasião do tombamento da cidade de Jaguarão como patrimônio histórico.
A entrada é gratuita e o show valerá como ponto de partida para o novo CD - Caminhos de si - o tempo, a ser lançado em 2012.
A entrada é gratuita e o show valerá como ponto de partida para o novo CD - Caminhos de si - o tempo, a ser lançado em 2012.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Él que no cambia todo, no cambia nada! Alfredo Zitarrosa
Poema do CD Caminhos de Si
Ameríndia
Quando eles vieram tão pouco possuíam
Porém se diziam donos desta terra
Trouxeram a guerra e doenças estranhas
Relegando um povo à dor e à miséria
Roubaram das matas a verde alegria
Quebrando a harmonia milenar deste chão
Despertaram a erosão que devora a planura
E inventaram na América a palavra extinção
Banharam de sangue os rios, antes puros
Levantando seus muros, cidades, prisões
Mataram milhões evocando a um Deus
Condenando uma raça a não ter mais futuro
Mas será que não somos mais índios que brancos?
Mas será que esta América não é mesmo Índia?
Quando eles vieram com seus armamentos
Já não houve mais tempo para a ingenuidade
Sobrou só a falsidade na jura dos reis
E na (in) justiça das leis só desigualdade
Hoje as tintas de guerra já não pintam guerreiros
Mas tão só prisioneiros que em reservas mal vistas
Margeiam autopistas vendendo lembranças
Adornos e enfeites para o lar dos turistas
Já não mais se escuta nas florestas e campos
A pureza dos cantos de mil tribos libertas
Mas talvez ainda ecoe nos acordes do vento
O terrível lamento de uma terra deserta!
Mas será que não somos mais índios que brancos?
Mas será que esta América não é mesmo Índia?
Martim César
quinta-feira, 31 de março de 2011
Letra musicada por Hélio Ramirez e cantada no show do Caminhos de Si na Enfermaria Militar
O sal que verte no olhar
Do cerro do Matadouro
Chegava tropa e mais tropa
Restava a carne e o couro
Que a vida não tinha volta
O sal que vinha de Cádiz
Pra alimentar as charqueadas
Cobrava a vida do gado
E o sangue das mãos escravas
Mas que força é que separa
Os homens por suas cores
Se todos têm em sua alma
Iguais espinhos e flores?
Assim cresceram as cidades
Neste sul do continente
O sal...o suor...o charque
A confundir gado e gente
Às vezes... um fim de dia
Chegando em rubro sol-pôr
Mesclava em água e sangria
Dois rios e uma mesma cor
Mas que razão determina
A casa grande e a senzala?
Que lei humana ou divina
Justifica a dor escrava?
Restaram as cercas de pedra
Os casarões, as fachadas
E uma história que espera
Por ser ainda contada
Martim César
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